Volta dos Onças

Gabriel no início da trilha, logo após Gonçalves

O plano para terça-feira, erade  esticar até Campos do Jordão e mapear uma trilha pros lados do Pico do Itapeva. O dia amanheceu com nuvens na Pedra do Baú e previam que o tempo iria fechar a tarde. Achei que a galera iria desistir. A primeira baixa veio cedo, com o Orlando tendo problemas em Itajubá, e em seguida, o Tijolo com “tarefas profissionais inadiáveis” disse não poder nos acompanhar. Ok então, fazer o que? Vamos ao plano B. Que plano? Como o Vitor tinha simulado, não poderia me acompanhar, restava um guerreiro apenas. Esperei o Gabriel chegar e ele pontualmente atravessou o portão na hora combinada. Felizmente, ele sugeriu uma trilha em Gonçalves. Rumamos a barca pro outro lado da Serra e vamos em direção a cidade mineira, com o tempo ruim espreitando e vários pontos de chuva no horizonte.

O Gabriel já havia feito parte desse rolê em uma prova, meses atrás, e então confiamos na memória dele para não nos perdermos. A trilha é meio-a-meio com estradinhas de terra e  single tracks. Dá pra pedalar 95% do percurso, o que é muito bom, pois os 22km de trajeto enganam. É piramba atrás de piramba. O trecho mais perrengue é a saída de Gonçalves, subidões que dão vontade de chorar, mas como não há outra maneira e não quero descer da bike pra não fazer feio empurrando, quase tenho um ataque cardíaco antes do final. Os carros passam e os motoristas parecem não acreditar no nosso esforço. Pois é… Felizmente neste trecho o tempo abriu e começou a fazer um sol de rachar.

Fecho da porteira

Pinguela onde saímos da estrada no Sertão do Cantagalo e entramos num single track. Quer passar pedalando? Me chama para fotografar, ahahahaha!

Depois de 40 minutos,  entramos numa trilha em um pasto que segue até uma estrada que dá acesso ao Bairro Sertão do Cantagalo, quase na metade da quilometragem. Atravessamos uma pinguela em um riacho de pedras brancas e seguimos em single track até outra estradinha. Lindo este trecho, passamos por uma casa com um enorme gramado, e de lá, a trilha fica menos clara, até que 20 minutos depois encontramos outra estrada. Deste trecho em diante, é só alegria. Descemos bastante até o Bairro dos Onças e dali, são poucas subidas e retas até Gonçalves. Valeu termos arriscado. Acho que amanhã vamos fazer a trilha em Campos do Jordão, se o tempo permitir e os comparsas puderem. Abrazo.

Suando como um pano de cuzcuz

Altimetria do rolê

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    • Miriam Chaudon
    • 1 de dezembro de 2011

    Que coisa boa ir descobrindo novos prazeres durante a vida! E esta descoberta veio através dos filhos, melhor ainda! Abraço.

    • cesar
    • 1 de dezembro de 2011

    Putz Eliseu temos a mesma idade,me lembro qdo fiz um curso básico de escalada na Montanhismus com vc 1998,faz tempokkkk,comecei a escalar mas aos poucos meus companheiros de escaladas tomaram outros rumos e eu tb,me mudei de Sampa pra Franca e aqui conheci o mtb,foi paixão a primeira vista.Depois a Serra da Canastra passou a fazer parte dos itinerários, as provas na Serra da Mantiqueira, e meu véio, não queria te falar mas qdo vc se der conta já estará tomado pelo mtb e a escalada seráamulher traida!!!Abração

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