Pedal até o Campestre e Ponte Nova

Pronto pra fritar as pernas, na igrejinha em frente ao NR

Definitivamente hoje não era um dia pra pedalar. Estou com dor de garganta faz dois dias e amanheceu com muito frio aqui na serra. Mas… o trabalho do Guia está atrasado, então, já que não tem jeito, vambora. Tomo um coquetel antes de sair de São Bento e sigo para Sapucaí-Mirim, mapear o caminho para o Campestre e achar uma saída para o Bairro da Ponte Nova.

A estrada começa quase no centro da cidade, numa igreja em frente ao Acampamento NR. Zero o odômetro, limpo os dados do GPS e toco ladeira acima. A primeira vez que estive que subi esta estrada, foi com um croqui de trilhas de Sérgio Beck, no qual descrevia o caminho para o Alto do Campestre e a volta pelo Serrano e São Bento do Sapucaí. Os caboclos conhecem o Alto do Campestre como Pedra Bonita e para o pessoal local, Campestre é um outro pico, mais alto onde há umas antenas de retransmissão de TV.

A subida fica forte antes de completar 2km. E sobe sem descanso por mais 8km, até uns sítios onde havia a serraria que era o ponto de entrada da trilha para a Pedra Bonita. Por sorte, nunca vi aqui na região uma estrada com tanta sobra, cheguei a passar frio, mesmo com o sol forte. A serraria foi desativada e não cheguei a ver ninguém que pudesse me informar sobre o acesso atual para chegar a Pedra. Deste ponto em diante, a estrada sobe mais suave por 4km até uma bifurcação que segue de volta a Sapucaí-Mirim ou Monte Verde. Desço, deitando o cabelo na estrada que é bem larga e em 40minutos chego ao Bairro da Ponte Nova, onde sigo mais uns poucos quilômetros pelo asfalto.

Pinhões estão frescos e gostosos agora, em junho você vai comer pinhões duros nas festas juninas.

Alto do Campestre ou Pedra Bonita, vista da estrada, onde existia a serraria que marcava o início da trilha. Dez quilômetros após Sapucaí-Mirim.

No rolê de hoje, ao contrário dos outros, onde deixava o GPS na mochila, levei-o no guidão da bike para ir conferindo o odômetro do GPS que funciona via satélite com o do ciclo-computador, que marca conforme o giro da roda. Já sabia que iria dar alguma diferença, e rolou mesmo, pequena nos trechos de subida, já que ao andar mais lentamente o GPS é mais preciso e marca em linha reta, não contando alguns zig-zags que o do ciclo-computador considera. Daí que na subida, o ciclo-computador marcou uma diferença para mais, em torno de 2%. Já na descida, como não há tempo do GPS ler todas as curvas, ela vai formando retas, e a diferença subiu para algo em torno de 6% de diferença. Sussa, dá para se orientar, ainda mais numa estrada.

Na subida, deu menos de 2% de diferença entre o GPS e o ciclo-computador

Mapa da banda de hoje

Pelo Altiplano do Baú

Se não tem companhia, vou só mesmo. O importante é sair de casa e ir pra montanha

Se não tem companhia, vou só mesmo. O importante é sair de casa e ir pra montanha

Em dia de aula não tem preguiça: tenho que acordar as 06h05. Depois de deixar o Jorge na escola, segui pela estrada da Campista até o Pesca na Montanha. Dia de céu azul é dia de frio de lascar aqui nessas bandas. Cruzo com moradores dos altos, todos encapotados.

Cheguei cedo, mordi umas bolachas, a cachorrada já me rodeou para filar uns pedaços e depois dum golaço de café, parti para uma trilha que o Marcio Prado havia me indicado. Rodeei o lago e logo no primeiro quilômetro já errei o caminho. Como não conhecia atrilha, curto do mesmo modo, mas após 4km estava no mesmo lugar de onde havia saído. Tudo bem, a trilha foi bem bacana, e passava por um monte de colinas altas com uma vista alucinante do altiplano do Baú. Volto ao ponto zero e começo de novo, tendo a manhã pra vadiar, digo, trabalhar no guia de pedaladas da serra, ta tudo tranqüilo.

Voltei até a guarita e o carro para zerar o odômetro e o GPS e ao abrir a térmica de café, avisto o carro do Marcio, que estava chegando para dar um trampo nas trilhas, já que a inauguração do bike Park da Zoom será dia 19 de maio.

No altiplano

Pilotar e filmar não é fácil não.

Nos campos, quase no asfalto da estrada da Campista

Cores de maio na serra da Mantiqueira

Peguei mais infos e desta vez acertei o caminho. A trilha sai do Pesca na Montanha, segue por trilhas e estradinhas pouco acidentadas até emendar na estrada de asfalto da Campista na altura da bifurcação para Vila Maria. De lá, segui mais 1km pelo asfalto e entre na terra novamente. Esta dica do Marcio foi preciosa, pois não conhecia esta estradinha e acabei saindo novamente no Pesca, com 10km de trilha e apenas 1km de asfalto. Show!

Aí está o link para quem quiser fazer a trilha usando o GPS. http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=1567331

Acelerando, digo, pedalando forte nas pirambas

Bike Park Zoom Aventura no Pesca na Montanha

Marcio Prado num single track do bike park

Ontem, junto do Vitor e Mateus, fui pedalar com o Marcio Prado, amigo de longa data, montanhista, escalador e biker que há anos, que vem trabalhando e difundindo o Mountain Bike com sua empresa Zoom Aventura, sediada no Horto Florestal de Campos do Jordão.

O mais novo projeto do biker-empresário é a reforma e ampliação das trilhas de MTB no parque Pesca na Montanha. Estas trilhas estavam abandonadas há anos e agora Marcio e sua equipe as estão reformando e ampliando. Sem dúvida nenhuma que este será um campo de treino excelente e obrigatório para qualquer um que more ou esteja visitando a região. Conferimos 6 trilhas de vários níveis de dificuldade e saímos deslumbrados por termos rendido tanto divertimento em um lugar tão bonito.

Vitor no novo quadro Stamina da MOB

Mateus no bosque de pinheiros

Sequência de 3 pontes para soltar o freio. Na última eu pensei bem antes de dropar! Lindo!

A nova bike ficou bem leve, ideal para manobras curtas.

Aproveitando a deixa, o Vitor e eu estávamos estreiando os novos quadros Stamina da Masters of Bikes. Caraca! excelentes. O meu, de 20″ após um breve período de adaptação se encaixou perfeitamente no meu estilo de pedalada, além de que a diferença de apenas 1″ a mais do meu quadro anterior me deu muito mais conforto ao pedalar. O Vitor, que usava um quadro de marca americana considerou o MOB muito semelhante tanto na performance quanto no peso (igual). A chuva nos surpreendeu cedo, a com apenas 2 horas e 5km de pedal pelas trilhas, resolvemos voltar pra casa: eu de carro, e os moleques de bike, deitando o cabelo na serra que desce do Toldi até o Paiol Grande, onde o doidão do Vitor chegou a quase 70km numa estrada cheia de curvas… e o figura, já sabendo que vai tomar uma chamada, ainda vem contando vantagem. Bem, de que adianta aprontar se depois não se pode falar?

Detalhe do modelo 20"

Cogumelo psicodélico

Cogumelo psicodélico

O Bike Park vai ser inaugurado em breve galera, o Marcio vai fazer um evento de inauguração e é importante que todos os que se importam com o futuro do MTB na região compareçam para apoiar quem literalmente tirou a bunda do selim e pegou na enxada para fazer um lugar tão bacana para que nós possamos nos divertir e nos aprimorarmos.

Boas pedaladas!

Gonçalves / Atrás da Pedra

Chegando ao bairro Atrás da Pedra

O dia ontem estava ruim, aliás, o tempo estava ruim desde sexta-feira. Mas mesmo assim, há pedais bem rápidos para seazer aqui na região, e entre uma janela e outra de tempo bom, dá pra arriscar e assim, aliviar a consciência de ter comido tanta leitoa no almoço de domingo.

Este pedal é curto, marquei 19km no odômetro. Ideal para um pique no final do dia. Você vai descer a serra por estradas de terra e subir pelo asfalto. O início é na estradinha de terra bem no Portal de Gonçalves, desce bastante, entra no asfalto por 200m e depois segue por outra estrada até o bairro Atrás da Pedra, de onde contornamos a Pedra do Cruzeiro e subimos pelo asfalto os 5km de piramba. Excelente!

Mas será o Batman?

Subida da Campista. Cabulosa.

Ainda bem que o quadro da bike é de alumínio, caso contrário, o sal do meu suor já o teria consumido. A subida da estrada da Campista, que começa no Paiol Grande e termina no Pesca na Montanha é de fazer a gente suar feito numa sauna. O suor mina da testa, escorre pelo nariz, pelo queixo, encharca a camisa, as alças da mochila… ô desgraça.

Desde o início de dezembro que eu não pedalava pelas serras. Tenho mantido o treino, mas o levantamento de trilhas estava estacionado. Viajei com o Vitor e Artur pelo norte da Patagônia e tive que dar um tempo neste trabalho. Os posts desta viagem estão no meu blog da ESPN:
http://espn.estadao.com.br/eliseufrechou/post/234811_ROLES+PATAGONICOS+EL+BOLSON
http://espn.estadao.com.br/eliseufrechou/post/235620_ROLES+PATAGONICOS+CAJON+DEL+AZUL
http://espn.estadao.com.br/eliseufrechou/post/236565_ROLES+PATAGONICOS+CERRO+CATEDRAL+E+FREY

Anteontem o Silvério Nery me passou uma mensagem dizendo estar livre para um pedal no dia do aniversário de Sampa. Resolvemos tentar a trilha do Batman, que segundo o Paulão Menezes, seria fácil de achar. Fácil pra quem sabe, e eu, que não sou muito inteligente, vivo caindo nessa história.

Partimos de casa às 09h20, e pedalamos os 19km de asfalto até o ponto onde deveríamos entrar na terra. Eu conhecia o início, ou melhor, a saída do asfalto para a trilha, mas logo nos primeiros 200 metros já apareceram 2 possibilidades de caminho. Seguimos a segunda, que parecia ser a mais óbvia para desembocarmos na estrada do bairro do Baú.

Assim que saímos do asfalto da Campista, uns 300m após a entrada do caminho de terra que vai para o Bauzinho, subimos até um mirante no qual avistamos a Pedra do Baú. De lá, a trilha desce, sobe maqis um morro e entra numa floresta. Daí pra frente, a trilha estava bem suja, apesar de marcada. Muitos galhos, derrubados pelos temporais, impediam nossa pedalada, e o jeito foi empurrar mesmo. Mais uns metros, e outra bifurcação que descia nos levou a um campo de unhas-de-gato, uma famigerada planta cheia de espinhos. A trilha, que devido a erosão típica, deve ter sido muito usada para o motocross, era bastante estreita devido as voçorocas e por mais um certo tempo tivemos que segurar as bikes morro abaixo.

Visual diferente do Bauzão

Segundo topo, daí pra frente, a trilha entra numa floresta e desce em direção ao B. do Baú

Aos poucos, após um pinheiro marcado com uma seta, a trilha foi abrindo e o pedal se tornou possível. Saímos, umas centenas de metros à frente, numa clareira com 3 trilhas, na qual tivemos que adivinhar o caminho, e assim foi por mais 2 vezes. Felizmente acertamos e conseguimos sair em uma casa onde perguntamos sobre o caminho para a estrada do bairro do Baú. De lá, a estrada é sinalizada, e mais 2 horas com parada para um lanche, e chegamos em São Bento.

Na verdade, não estou bem certo de que trilha fizemos é o Batman que o Paulão havia me indicado. Nesta mesma região existem várias trilhas como o Tombo certo, Serrote e Serrotinho, então vou esperar repetir com os brothers para saber se fomos pelo caminho certo ou emendamos trilhas.

Acho que se a intenção do Silvério era de descansar nesse feriado, ele vai ter que descansar é hoje, no trabalho!

Na florestinha após os topos. a trilha vai ficando cada vez mais cheia de obstáculos.

10 coisas que aprendemos ao andar de Mountain Bike

Achei este vídeo sensacional de MTB e quero compartilhar com vocês. Lindas imagens e excelente edição.

Campista – Vila Maria | 40km de pedal pelas lindas estradas da Mantiqueira

Orlando, nosso guia no rolê

Quando o Orlando me falou a primeira vez desse pedal, já deu pra sentir que seria alucinante. Marcado o rolê pra este domingo, a trupe se juntou aqui na sede em São Bento do Sapucaí as 10h00 e logo em seguida, rumamos para a serra do Toldi e Campista, onde estacionamos o carro no restaurante Pesca na Montanha.

Seguimos Orlando, Paulo Eduardo, Marcio Bruno, Paulão Menezes, Vitor e eu pirambas abaixo, já na sensação de que iríamos nos ferrar pra subir tudo o que estávamos descendo. Logo após 5km de asfalto, entramos numa bifurcação em terra no sentido Itajubá e Piranguçu. Mais uns quilômetros e entramos numa fazendo de reflorestamento, já na divisa SP/MG. Um downhill alucinante neste trecho nos deixa quase na fonte Minalba, novamente em São Paulo, mas em Campos do Jordão. De lá, mais um par de quilômetros e adentramos em Minas Gerais em direção ao bairro do Centro, que contornamos meia hora mais tarde, subindo uma serra de 7km na qual só não chorei porque sou muito macho. Vou filmando, fotografando e acabo notando que fiquei na lanterna. Numa das curvas encontro o Vitor me esperando, e vamos comentando o quanto somos privilegiados em ver tudo isso.

Paulinho à frente do pelotão, seguido pelo Orlando

Paulão apavorando na trilha que cruza a fazendo Santa Maria

Vitor, Marcio Bruno e Orlando

Chegamos na represa de São Bernardo perto das 13h00. Lanche, reabastecimento de água e pé no pedal. Este trecho é um dos mais lindos nos quais eu já pedalei na Mantiqueira. Parece Europa, com pinus, pinheiros e vegetação de campos de altitude e mata Atlântica se misturando numa área de transição destas plantas. Mais 10km de terra e estamos nos últimos 5km de asfalto até o Pesca na Montanha. Cerveja, empadas…

Confesso que senti o tranco, pois esses caras não sabem brincar, e só andam forçando, mas foi irado conhecer esses lugares tão bonitos e próximos demais de nossa base. Com certeza um roteiro 5 estrelas. Valeu a guiada Orlando. E Paulinho, não humilhe seus amigos! Ahahaha.

Nas bordas de SP/MG

Papo furado... pedala aí! Ahahaha

Mantiqueira