Volta pequena do Serrano

Pedra da Balança vista do lado oposto do vale do Serrano

Hoje cedo, sem guerreiro algum para me acompanhar, dei um rolê pelo quintal e plotei essa trilha pra vocês. O rolê começa na porta de casa (onde há estacionamento, entra na antiga ligação do bairro do Sítio, e antes de passar para o lado mineiro, segue a crista da montanha até o antigo hotel Coyote, onde desce para o bairro do Serrano. Trilha sossegada, são somente 8km e apenas 200m de trilha ruim onde é necessário empurrar a bike. No restante, só pedalar com cautela.

No Every Trail está a disposição para download o arquivo para GPS e/ou iPhone. http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=1378268

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Volta dos Onças

Gabriel no início da trilha, logo após Gonçalves

O plano para terça-feira, erade  esticar até Campos do Jordão e mapear uma trilha pros lados do Pico do Itapeva. O dia amanheceu com nuvens na Pedra do Baú e previam que o tempo iria fechar a tarde. Achei que a galera iria desistir. A primeira baixa veio cedo, com o Orlando tendo problemas em Itajubá, e em seguida, o Tijolo com “tarefas profissionais inadiáveis” disse não poder nos acompanhar. Ok então, fazer o que? Vamos ao plano B. Que plano? Como o Vitor tinha simulado, não poderia me acompanhar, restava um guerreiro apenas. Esperei o Gabriel chegar e ele pontualmente atravessou o portão na hora combinada. Felizmente, ele sugeriu uma trilha em Gonçalves. Rumamos a barca pro outro lado da Serra e vamos em direção a cidade mineira, com o tempo ruim espreitando e vários pontos de chuva no horizonte.

O Gabriel já havia feito parte desse rolê em uma prova, meses atrás, e então confiamos na memória dele para não nos perdermos. A trilha é meio-a-meio com estradinhas de terra e  single tracks. Dá pra pedalar 95% do percurso, o que é muito bom, pois os 22km de trajeto enganam. É piramba atrás de piramba. O trecho mais perrengue é a saída de Gonçalves, subidões que dão vontade de chorar, mas como não há outra maneira e não quero descer da bike pra não fazer feio empurrando, quase tenho um ataque cardíaco antes do final. Os carros passam e os motoristas parecem não acreditar no nosso esforço. Pois é… Felizmente neste trecho o tempo abriu e começou a fazer um sol de rachar.

Fecho da porteira

Pinguela onde saímos da estrada no Sertão do Cantagalo e entramos num single track. Quer passar pedalando? Me chama para fotografar, ahahahaha!

Depois de 40 minutos,  entramos numa trilha em um pasto que segue até uma estrada que dá acesso ao Bairro Sertão do Cantagalo, quase na metade da quilometragem. Atravessamos uma pinguela em um riacho de pedras brancas e seguimos em single track até outra estradinha. Lindo este trecho, passamos por uma casa com um enorme gramado, e de lá, a trilha fica menos clara, até que 20 minutos depois encontramos outra estrada. Deste trecho em diante, é só alegria. Descemos bastante até o Bairro dos Onças e dali, são poucas subidas e retas até Gonçalves. Valeu termos arriscado. Acho que amanhã vamos fazer a trilha em Campos do Jordão, se o tempo permitir e os comparsas puderem. Abrazo.

Suando como um pano de cuzcuz

Altimetria do rolê

Vídeo do Orlando Mohallem na trilha do Zóio Vermelho

Vídeo feito no final da trilha dos Zóio Vermelho:

Valeu Orlando! Ficou massa o registro

Três Matas “molhadas” de Campos do Jordão

 

Vitor na traseira da barca junto das bikes

 

Na segunda-feira, combinei com os guerreiros Vitor, Tijolo e Gabriel de levantarmos mais uma trilha em Campos do Jordão na terça, para o Guia de Pedaladas. Desta vez, o objetivo seria fazer o mapeamento de um dos pedais mais clássicos da cidade: a trilha das Três Matas.

Apesar da chuva que já se mostrou bem cedo em São Bento do Sapucaí, e do Luciano Tijolo nos avisar que estava chovendo em Campos, como o Gabriel apareceu disposto a se molhar, partimos com certo atraso para a subida da serra. O Tijolo teve de trabalhar e não pode ir, então fomos apenas nós três.

Vamos com chuva mesmo

Vitor, perto do Mirante

A trilha começa no centro da cidade. Como das outras vezes, estacionamos o carro em Capivari e seguimos em direção ao primeiro trecho. Neste momento começou a chover forte, e assim  continuou até o final do pedal.

Este percurso alterna partes de asfalto e terra, com trilhas bem tranquilas. Os trechos técnicos são poucos e dá pra pedalar bem. Apesar da chuva torrencial, deu pra se manter em cima da bike de boa, e em pouquíssimos momentos foi necessário descer e empurrar ou segurar a bicicleta.

Tava chovendo ou não? Ahahaha!

Gabriel numa das partes em single track

Câmera a prova d'água no capacete. A qualidade é trash, mas dá pra captar o rolê sem se preocupar com a umidade.

Acho que de vez enquando, forçar esse tipo de programa é bom. A gente se recorda que mesmo com tempo razoavelmente ruim, é possível se divertir, e afinal, temos todo o equipamento e roupas técnicas para nos proteger. Então porque passar a tarde no escritório?

Como de praxe, vestimos o tronco com 3 camadas: segunda pele de X-Sensor, agasalho de polartec e anoraque (www.solobr.com). Outro equipamento que fez diferença na chuva foram os novos freios Ashima. Além de um curso maior o que possibilita um ajuste de frenagem mais preciso, não travam a roda, garantindo a dirigibilidade e impedindo derrapagens – ficamos impressionados.

O perrengue só terminou 3 horas depois da saída, ao retornarmos ao centro de Capivari para tomar um café quente e lavar as bikes num posto, para termos a mínima condição de colocá-las no carro.

Life Cycles e o prazer de pedalar

Semana passada, assisti na Mostra Internacional de Filmes de Montanha, um dos melhores filmes de mountain bike já produzidos. Não é sobre manobras radicais nem de super bikers. A essencia do filme está justamente no simples prazer de pedalar pelo agreste. Curta o preview:

Manutenção da sua magrela

Paulão Menezes

Assista ao vídeo com o mecânico de MTB Paulão Menezes sobre a importância da manutenção periódica de sua bike, no meu blog na ESPN.

http://espn.estadao.com.br/eliseufrechou/post/227090_MANUTENCAO+DA+SUA+BIKE

Paiol Grande – Baú – Monjolinho

Quase virando para o vale do Monjolinho

A missão desta vez era procurar uma trilha que seguia do bairro Paiol Grande até o Monjolinho. Então…

Saindo da praça de São Bento do Sapucaí, seguimos Artur, Marcio Bruno e eu em direção ao bairro do Paiol Grande, em uma subida de 10km em asfalto. Após uma longa subida, chegamos à casa do Chico Bento, que é o início da caminhada para a Pedra do Baú e Ana Chata.

Riacho no Monjolinho, quase perto do asfalto

Resolvemos continuar por uma estrada de terra que seguia à direita da pedra, onde fizemos um downhill bem longo por uma estrada cheia de cascalhos. Nesta parte a trilha é bem técnica e você tem que tomar muito cuidado ou ir empurrando.

Não é uma das melhores trilhas da região, mas é um caminho inédito, com visuais dos vales que nós não conhecíamos. Então já valeu demais o rolê e ver o Marcio Bruno cheio de cãibras no final.